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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Num dia qualquer

* Num dia qualquer
Sentado numa esplanada.
Um café na taça, colher e açúcar no pires.
Um cigarro entre dedos.
Um Jack Daniels servido sem gelo. Entre as fumaças dos bafos, e de perna cruzada, apoiada em um dos quatro pés da mesa.
Observo a floresta de betão, de folhas transparentes e ramagens de vários tons.
Os cavalos metálicos, de todas as cores e tamanhos, transportam obedientes os seus senhores, que de uma maneira animais são.
Estes animais piores que os selvagens, usam máscaras e trajes, falsas peles que decoram com paciência para se enganarem uns aos outros nesta floresta de betão.
Lobos em peles brancas.
Raposas aos de pelos ruivos.
Corvos aos de pelo mais escuro.
Há os que são ursos...
Também os há em piranhas e tubarões, mas esses atacam ao cheiro das presas fáceis.
Na verdade há-os em todas as espécies selvagem, com a particularidade de poderem usar essa segunda pele que os deferência dos que na verdade o são.

autor: Pedro Fernandes


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