Pesquisar neste blogue

terça-feira, 1 de setembro de 2015

- Até já

Embora não te conheça, acredito que existas. Todos os dias sonho com um encontro que teima em não acontecer. Falo contigo como se estivesses mesmo aqui ao meu lado, descrevo-te com exactidão, desde o pequeno fio de cabelo ao arco-íris esbatido nos teu olhos, a imagem que tenho de ti é mais límpida do que a noção que tenho de mim próprio. Faço de conta que todos os dias são os nossos primeiros, nada diverge em demasia, como de costume, olho para ti, trocamos um olhar maroto, sorris, eu sorrio, aproximo-me e tu chegas-te para junto de mim, simples, não é?
Todos nós desejamos a tal, ou o tal, imaginamos tudo ao pormenor, desde o seu perfil ao seu aspecto, como se fossemos uns exímios pintores, melhor, artistas, para o retrato ficar ainda mais perfeito, porém, esta magnificência não respira, quanto mais conseguir sobreviver a um mundo real. Procuramos esta utopia com se fosse a nossa verdade absoluta, no entanto, mesmo no fim de uma longa vida, o esforço perde-se em vão, pois tudo o que esteve ao nosso alcance, foi tudo aquilo a que não demos valor.
Quanto a ti, minha ilusão, espero-te à mesma hora, porque a esperança em te encontrar é o elixir da minha juventude. Descobre-me assim que puderes e traz contigo a outra metade de mim.
- Até já.



BG, em "O Amor na Pele dos Outros"

Sem comentários:

Enviar um comentário

obrigada pelo comentário