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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Acabar com o pesadelo dos TPC

Acabar com o pesadelo dos TPC

“Não sei como aguentam. Eu perco logo a paciência!” é uma frase que ouvimos frequentemente por parte dos pais dos nossos alunos.
Dispomos de uma sala de estudo onde, todas as tardes, as crianças estão a fazer os seus trabalhos de casa e a estudar de forma geral até que os pais cheguem. Conhecemos bem o desafio de manter um aluno motivado, colado às tarefas, e fazer com que ainda sobre tempo para que brinque e seja criança.
 O tempo dedicado ao estudo varia sempre de acordo com a quantidade de trabalhos pedidos pelos professores e, claro, da vontade dos pais. Assim, temos alunos que trazem trabalhos apenas à 6ª feira e outros que trazem todos os dias. Se a existência de TPC nos primeiros anos escolares gera polémica, a quantidade que é pedida gera ainda mais.
 Não há um grande consenso em relação ao que será a “quantidade ideal” de trabalhos de casa. Estudos indicam que fazer TPC de autonomamente desenvolvem a auto-disciplina, mas que o excesso dos mesmos pode conduzir e os conflitos familiares em torno dos mesmos podem conduzir as crianças ao desinteresse e desinvestimento escolar. Não podemos contudo esquecer que, independentemente da nossa opinião sobre o tema, os TPC continuarão a existir e a constituir parte da avaliação dos alunos.
 Como pode então ajudar os seus filhos?
 --Decida um calendário de estudo: é tentadora a ideia de fazerem os TPC mal cheguem da escola. Contudo, depois de um dia de aulas, é provável que estudar não esteja no topo da lista de motivações do seu filho. Correr e brincar ajuda as crianças pequenas a concentrar-se. Estabeleça um período de brincadeira após a escola e de acordo com outras atividades que já pratique, e uma hora certa para iniciar o estudo. Cumpra este calendário de forma a criar uma rotina;
 --Deixe que os seus filhos escolham o local de estudo: Garanta que tem todos os materiais de que necessita e pode, por exemplo, ter uma caixa com tudo, de forma a transportá-la para onde quiser. Evite as interrupções para procurar material, visto que se traduz apenas em gasto de tempo e desconcentração;
 --Deixe-o trabalhar sozinho: Não conseguirá ensinar autonomia se estiver a controlar todo o processo. Esteja por perto, mas faça as suas tarefas: continue o seu trabalho, estude, faça a lista de compras… estará a transmitir-lhe que, na vida real, é natural que todos tenhamos responsabilidades que devemos cumprir sem dramas;
 --Esteja disponível: Encoraje o seu filho a pedir-lhe ajuda. As crianças acreditam muitas vezes que fazê-lo é admitir que estão a falhar, causando embaraço. Quanto mais disponível estiver e menos crítica for, mais à vontade se vão sentir os seus filhos. Contudo, não lhe dê respostas. Faça novas perguntas que o ajudem a redirecionar o pensamento ou dê-lhe algumas pistas;
 --Resolva o conflito: nos momentos difíceis em que não quer trabalhar, pode fazer sentido fazer uma pausa. Se mesmo assim mostrar resistência, mantenha o controlo e relembre-o que terá que se justificar perante o professor. Ofereça sempre a sua ajuda.

Claudia Pedro ( Psicóloga )

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