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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Cientistas mais perto de diagnosticar Alzheimer através de teste de sangue

Cientistas mais perto de diagnosticar Alzheimer através de teste de sangue


Especialistas britânicos identificaram proteínas sanguíneas em pacientes diagnosticados posteriormente com Alzheimer, aumentando a esperança de que um teste possa ajudar na procura de tratamento para a doença.
Atualmente não há cura para a doença, a forma mais comum de demência, que afeta 44 milhões de pessoas em todo o mundo, um número que poderá triplicar até 2050, de acordo com estimativas da Alzheimer's Disease International.
Um teste para diagnosticar a doença na sua fase inicial permitiria aos investigadores monitorizar os pacientes antes de a doença atingir um estágio mais avançado, contribuindo para a descoberta de uma cura.
O estudo publicado na Alzheimer's & Dementia analisou 220 doentes com ligeiros problemas cognitivos.
Os investigadores identificaram dez proteínas que estavam presentes no sangue de 87% dos pacientes analisados, os quais foram, num espaço de um ano, diagnosticados com Alzheimer.
"Muitos dos nossos testes a fármacos falharam porque na altura em que os pacientes eram administrados com eles, o seu cérebro já estava gravemente afetado", disse o professor de Neurociência da Universidade de Oxford, Simon Lovestone, que liderou o estudo no King's College de Londres, citado pela AFP.
"Uma simples análise ao sangue poderia ajudar-nos a identificar os pacientes numa fase precoce, os quais serão submetidos depois a novos testes e possivelmente ajudar-nos desenvolver novos tratamentos para prevenir o avanço da doença. O próximo passo será validar as nossas descobertas em futuras séries de amostras", acrescentou.

Por SAPO Saúde com agências

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