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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

SERENO

SERENO

Frente a sua profundeza serena e destemida
Sinto o rigor de seu abraço gélido e forte
Enfrenta-me com determinação e resistência
Aqui abandonado a sua margem não devo temer

Sou fraco, sou indigno de vossa companhia
Mas não sou tolo de subjugar vossa força
Diante de sua majestosa e longa sapiência
Anseio pelo belo ocaso em vossos braços

Leve minha existência, meu corpo e alma
Pagarei por coexistir com vossa ofensa
Não temo a morte morosa em suas entranhas

Conceda-me apenas o belo vislumbre eterno
Da poética criação desenhado ao horizonte
De horas infinitas junto a seu amor terno

Autor: Victor Vavalle Rossi

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