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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Qual deles és tu ?

"Uma rapariga queixou-se à sua avó sobre a sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis para ela. Já não sabia mais o que fazer e queria desistir. Estava cansada de lutar e combater. Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro surgia.
A avó levou-a até à cozinha, encheu três panelas com água e colocou-as ao lume. Numa colocou cenouras, noutra colocou ovos e, na última, café em pó. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.
Cerca de vinte minutos depois, apagou as bocas de gás e retirou as cenouras, depois os ovos e virou para uma chávena o café.
- "O que é que estás a ver?", perguntou a avó.
- "Cenouras, ovos e café," ela respondeu.
Pediu que a neta provasse as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias. Depois pediu-lhe que descascasse o ovo. Ela obedeceu e, depois de retirar a casca, verificou que o ovo endurecera com a fervura. Finalmente, pediu-lhe que tomasse o café. Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso.
- "O que isto significa, avó?"
Ela explicou que cada um deles tinha enfrentado a mesma adversidade, a fervura da água, mas que cada um reagira de maneira diferente:
- A cenoura entrara forte, firme e inflexível, mas depois de ter sido submetida à fervura, amoleceu e tornou-se frágil. Os ovos eram frágeis, tinham a casca fina e protegeram o líquido interior, mas depois de terem sido fervidos na água, o seu interior enrijeceu. O pó de café, contudo, era incomparável: depois de colocado na água fervente, ele mudou a água.
- "Qual deles és tu minha querida? Quando a adversidade bate à tua porta, como reages? És como a cenoura que parece forte, mas com a dor e a adversidade murchas, tornas-te frágil e perdes a tua força? Ou será que és como o ovo, que começa com um coração maleável, mas que depois de alguma perda ou deceção se torna mais duro, apesar de a casca parecer a mesma? Ou será que és como o pó de café, capaz de transformar a adversidade em algo melhor ainda do que ele próprio?
Somos nós os responsáveis pelas próprias decisões. Cabe-nos somente a nós decidir se a suposta crise irá ou não afetar o nosso rendimento profissional, os nossos relacionamentos pessoais, a nossa vida."


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