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terça-feira, 17 de março de 2015

MIGUEL


Vou-te falar do meu amor, daquilo que descobri que vive em mim. Julgara que era outro amor, envolvido em necessidades de compromissos, de promessas não cumpridas. Prometeste-me um mundo, e um mundo não me conseguiste dar. Esperei esse mundo, e esse mundo nunca chegou, nem vai chegar. Porque nem tu me podias dar o mundo que não tinhas para dar, nem eu, o poderia receber porque não o conseguiria abraçar. Há amores que não se conseguem viver na altura em que estão a ser vividos. O amor por ti não precisa de promessas, nem questionamentos, nem reflexões. Sei que por muitos mundos não cumpridos, farás sempre parte do meu, parte de mim, parte do que sou, e sei, e sinto. Contigo descobri partes imersas, medos profundos, formas de estar e ser muito diferentes de todas aquelas que já sabia e sentia viver. Não consigo explicar ao meu coração porque assim é, apenas é. E não adianta explicações, porque nem tudo se explica...Não lhe adianta dizer os motivos para não ficares em mim, quando ele não quer partir de ti. Nem tudo se vive pelo que pensamos, e o meu coração se pensasse, talvez parasse. Não sei o que te posso dizer mais, a não ser que todas as nossa diferenças nos preenchem, nos aproximam, nos comprometem num amor eterno, seja o eterno amanhã, ou daqui a muitos anos. Também não interessa agora, nem o nunca, nem o sempre. Talvez o meu amor por ti seja só amor, sem compromisso, sem porquês, sem palavras nem explicações, sem nada mais, apenas amor. Tudo o que não gosto em ti, é tão pequeno quando comparado ao que sinto por ti...


por Diana Gaspar Duarte

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