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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

É isto que vou fazer este ano.

Este ano não vou para o ginásio..nem quero perder peso. Não vou fazer aquela viagem especial. Não vou saltar de pára-quedas. Não vou ver a Aurora Boreal nem fazer a route 66.Não vou a Paris trancar um cadeado na Pont des Arts. Não vou comer 12 passas. Não vou brindar, nem pedir nenhum desejo. Não vou viver um dia de cada vez como se fosse o último. Não vou perder um mau hábito nem vou ganhar um novo.
Não vou subir a montanha mais alta, nem bater nenhum record imbatível.
Este ano só vou fazer uma coisa...
Dizer àqueles que Amo o quanto preciso deles aqui e da forma mais egoísta possível, esperar tê-los por perto até que o tempo se esqueça de nós.
É isto que vou fazer este ano.


Adeus 2014....

2014, preciso te dizer algumas coisas antes que você se vá, para sempre...
Você chegou quietinho, sem mostrar exatamente a que vinha. 
Com a confiança característica de todo início de ano, achei que você seria maravilhoso, que me traria inúmeros presentes. Um ano como um final de novela das oito, feliz por 365 dias...
Foi só mais uma das muitas ilusões que já tive nesta vida. Esqueci que a toda conquista antecede uma luta. Esqueci que meu sucesso começa com meus pensamentos diários, passa por minhas decisões e é coroado pelas ações construtivas que mantenho, aconteça o que acontecer, 24 horas por dia.
Briguei com você, 2014. Me indignei, me revoltei, chorei... Lamentei tudo o que acontecia comigo e que eu achava que era ruim. Ignorante, atribuia à você meus fracassos, minhas fraquezas, minha indecisão.
E você forte e firme no propósito de me fazer amadurecer.
Vai, 2014 e leve com você minhas desculpas, minha gratidão e a certeza de que você deixou uma pessoa melhorada, crescida e pronta para assumir a própria história.
Vem 2015, que eu estou aqui para te fazer o melhor de todos os anos da minha vida.



segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

...e estamos a 2 dias da passagem do Ano


Nos dias atuais, as redes sociais estão cada vez mais presentes em nossas vidas e nas de nossos filhos...

Nos dias atuais, as redes sociais estão cada vez mais presentes em nossas vidas e nas de nossos filhos. Muitas vezes nós comprometemos a segurança deles e a nossa ao publicar fotos de maneira ingênua, sem saber ao certo os problemas que isso pode causar!
“O rosto todo lambuzado pela primeira papinha, a folia na hora do banho ou o tablet novinho em folha da criança. São tantas as situações engraçadas ou fofas que os pais compartilham nas redes sociais que fica difícil passar um dia sem topar com essas fotos. Mas internet não combina com ingenuidade. Quem quer compartilhar imagens na rede precisa entender que este é um ato permanente e cheio de riscos”.Sequestro, pedofilia, buylling e roubo estão entre os riscos aos quais as famílias se expõem ao publicar imagens inadequadas na internet. Confesso que depois de saber disso, apaguei algumas fotos das minhas redes sociais… Afinal, todo cuidado é pouco quando se trata da segurança dos nossos pequenos, não é mesmo?
Vamos à lista!
1) Foto com registro de localização
Antes de tirarem uma foto de seus pequenos, desativem o geolocalizador do telemóvel ou da câmera fotográfica. Ninguém precisa saber quais são os locais que a criança frequenta. Pessoas mal-intencionadas podem usar essas dicas para assustarem vocês quando seus filhos não estiverem em casa. Sabem aqueles trotes que simulam sequestros? Eles ficam muito mais assustadores se a pessoa que estiver ligando tiver informações precisas da vida de seus filhos.
2) Foto da criança nua e tomando banho
Posso publicar uma foto do meu filho tomando banho? As partes íntimas do pequeno estão aparecendo? Antes de compartilharem algo assim, pensem três vezes para não se arrependerem depois. Infelizmente, há o risco de pedofilia. Há muitas pessoas mal-intencionadas na internet que ficam procurando imagens de crianças peladas para compartilhar em sites de conteúdo impróprio.


3) Foto da criança com uniforme da escola
Evite que estranhos identifiquem a rotina do seu filho, que saibam qual é o nome do colégio que ele estuda e os cursos extras que ele frequenta. Essas informações podem ser usadas em planejamento de sequestro.
                                                                     
4) Foto da criança em alta-qualidade
A partir do momento em que uma foto cai na rede, perde-se totalmente o controle sobre ela. Fotos em alta resolução, por exemplo, podem ser editadas e usadas com mais facilidade e podem ser utilizadas com muitos propósitos, incluindo propagandas não autorizadas.
5) Foto da criança com outros amiguinhos
Jamais publique a foto de outra criança sem a autorização dos pais. A internet é uma rede mundial, por isso, todo cuidado é pouco! Os pais dos amiguinhos podem não gostar e não querer a tal exposição. Fiquem atentas!

6) Foto da criança no ambiente de trabalho dos pais
Com a divulgação desse tipo de imagem, os usuários, além de saberem quais são os locais que o filho frequenta, saberão também onde os pais trabalham. Todos ficam vulneráveis! Mais uma vez: não divulguem informações da sua vida pessoal. É muito perigoso!
7) Fotos que vão fazer a criança sentir vergonha no futuro
“Algumas fotos podem ser bonitinhas, mas, no futuro, podem constranger seu filho deixando-o vulnerável para ser alvo de bullying”, aconselha Marcos Ferreira, especialista em segurança da informação da TrustSign, empresa focada em soluções de segurança na internet.
8) Fotos da criança perto de objetos de valor
Evitem postar fotos que possam chamar atenção para os bens materiais da família. Ninguém precisa, por exemplo, saber que seu filho ganhou um IPad de presente.
                                                                                                     
9) Fotos publicadas em álbum aberto para todos
É ingenuidade acreditar que existe segurança apenas porque o seu perfil só pode ser visualizado por amigos e amigos dos amigos. Quem são os amigos dos seus amigos? Vocês os conhecem? Todo cuidado é pouco.
10) Pistas da casa da criança:
Evitem fotos em que a fachada da sua casa, o nome da rua ou pontos de referências fiquem evidentes
                                               
11) Fotos engraçadinhas
Muito cuidado para uma foto fofa do seu filho não se tornar o próximo meme ou gif da moda. Eles viralizam com muita facilidade!

                                                               Fontes: Delas / M de Mulher

Gestão de tempo nas crianças

Gestão de tempo nas crianças
“Tempo é o que fazemos com ele” era o slogan de campanha de uma marca de relógios.
Reforça em si a ideia de que a forma como sentimos a passagem do tempo está ligada à forma como o vivemos. Por isso, há horas que parecem minutos e minutos que parecem horas.Nas crianças não é exceção. Os seus horários são cada vez mais preenchidos e não há tempo a perder. É a correria matinal, a escola, os trabalhos de casa, o ballet, a natação, a catequese, o teste do dia seguinte, as longas horas de trabalho dos pais… e as discussões familiares no final de cada dia.
- Como conseguir fazer tudo no tempo pretendido com o nível de qualidade desejado?
 Gerir o tempo com qualidade não nasce connosco. É uma competência aprendida que determina em muito a qualidade do nosso desempenho diário, quer seja na escola, no emprego ou mesmo na nossa vida pessoal. E se assim é, então há estratégias que podem ser colocadas em prática, todos os dias, e com os seus filhos, para que também eles um dia se tornem adultos mais capazes de gerir a sua vida.
 A noção de tempo é desenvolvida logo nos primeiros anos com a existência de rotinas diárias. Crianças com 2/ 3 anos vivem maioritariamente no momento presente daí que tenham tão pouca paciência para esperar. Aos 5/ 6 anos já há uma noção de passado, presente e futuro e a capacidade de diferenciar limites temporais como “na semana passada” ou “há muito tempo atrás”. Dos 7 aos 10 anos já está desenvolvida a capacidade de utilizar relógios e calendários.
 Neste sentido, como desenvolver nos seus filhos a capacidade de gerirem o seu tempo?
 1. Atue como exemplo: As crianças fazem aquilo que vêem fazer. Em primeiro lugar, é necessário decidir de que forma quer organizar a sua casa e colocar em a sua decisão em prática. Se todos os dias sair atrasada para o trabalho, se deixar a sua roupa espalhada e se andar a correr pela casa à procura das chaves, é muito provável que o seu filho tenha comportamentos semelhantes em relação às suas coisas;
 2. Comece cedo: Quanto mais cedo tornar a gestão de tempo uma prática familiar, com mais naturalidade os seus filhos aprenderão a fazê-lo. “Será que és capaz de arrumar esses brinquedos enquanto lavo a loiça?”, “tens a festa do Sebastião e a do André à mesma hora. Como fazemos?”, “este ano só poderás fazer o judo ou ir ao futebol. Qual das duas preferes?”;
 3. Escolha criteriosamente as atividades em que o seu filho estará envolvido: é importante que também conserve tempo para estudar e para brincar. Inscrevê-lo em demasiadas atividades coloca-o num modo de “super-funcionamento” mais próprio de um adulto do que uma criança;
 4. Ofereça um calendário a cada um dos seus filhos: deverá ter espaço suficiente para escrever e devem constar todas as suas responsabilidades – período escolar, atividades, hora do estudo. Pode ainda criar um código de cor em que cada atividade tem a sua própria cor. Deste modo, todos os compromissos relacionados com cada atividade serão registo com cor própria;
 5. Defina o local próprio para cada coisa: uma caixa para os carrinhos, outra para os lápis e canetas, etc. Em cada caixa escreva o nome do que deverá conter ou, no caso de crianças mais pequenas, cole imagens. Tenha uma caixa, não muito grande, para todos os brinquedos que não sejam de um tipo específico. Desta forma, todos saberão onde arrumar o quê;
 6.Recompense! Se o seu filho cumpre o calendário 1 semana seguida recompense-o. Tenha em atenção que as crianças são particularmente sensíveis às recompensas em forma de tempo passado com os pais. O seu filho deverá compreender claramente que aquele passeio de bicicleta ou aquele jogo de futebol aconteceu porque cumpriu com as suas responsabilidades.
 Lembre-se que, como em todas as tarefas enquanto pai, vai levar o seu tempo. Premeie os pequenos passos e mantenha-se ativo neste plano, não desistindo com as muitas dificuldades que surgirão no caminho.

Claudia Pedro  ( Psicóloga )          

Tema de férias: Acabar com o pesadelo dos TPC

Acabar com o pesadelo dos TPC
“Não sei como aguentam. Eu perco logo a paciência!” é uma frase que ouvimos frequentemente por parte dos pais dos nossos alunos.
Dispomos de uma sala de estudo onde, todas as tardes, as crianças estão a fazer os seus trabalhos de casa e a estudar de forma geral até que os pais cheguem. Conhecemos bem o desafio de manter um aluno motivado, colado às tarefas, e fazer com que ainda sobre tempo para que brinque e seja criança.
 O tempo dedicado ao estudo varia sempre de acordo com a quantidade de trabalhos pedidos pelos professores e, claro, da vontade dos pais. Assim, temos alunos que trazem trabalhos apenas à 6ª feira e outros que trazem todos os dias. Se a existência de TPC nos primeiros anos escolares gera polémica, a quantidade que é pedida gera ainda mais.
 Não há um grande consenso em relação ao que será a “quantidade ideal” de trabalhos de casa. Estudos indicam que fazer TPC de autonomamente desenvolvem a auto-disciplina, mas que o excesso dos mesmos pode conduzir e os conflitos familiares em torno dos mesmos podem conduzir as crianças ao desinteresse e desinvestimento escolar. Não podemos contudo esquecer que, independentemente da nossa opinião sobre o tema, os TPC continuarão a existir e a constituir parte da avaliação dos alunos.
 Como pode então ajudar os seus filhos?
 Decida um calendário de estudo: é tentadora a ideia de fazerem os TPC mal cheguem da escola. Contudo, depois de um dia de aulas, é provável que estudar não esteja no topo da lista de motivações do seu filho. Correr e brincar ajuda as crianças pequenas a concentrar-se. Estabeleça um período de brincadeira após a escola e de acordo com outras atividades que já pratique, e uma hora certa para iniciar o estudo. Cumpra este calendário de forma a criar uma rotina;
 Deixe que os seus filhos escolham o local de estudo: Garanta que tem todos os materiais de que necessita e pode, por exemplo, ter uma caixa com tudo, de forma a transportá-la para onde quiser. Evite as interrupções para procurar material, visto que se traduz apenas em gasto de tempo e desconcentração;
 Deixe-o trabalhar sozinho: Não conseguirá ensinar autonomia se estiver a controlar todo o processo. Esteja por perto, mas faça as suas tarefas: continue o seu trabalho, estude, faça a lista de compras… estará a transmitir-lhe que, na vida real, é natural que todos tenhamos responsabilidades que devemos cumprir sem dramas;
 Esteja disponível: Encoraje o seu filho a pedir-lhe ajuda. As crianças acreditam muitas vezes que fazê-lo é admitir que estão a falhar, causando embaraço. Quanto mais disponível estiver e menos crítica for, mais à vontade se vão sentir os seus filhos. Contudo, não lhe dê respostas. Faça novas perguntas que o ajudem a redirecionar o pensamento ou dê-lhe algumas pistas;
 Resolva o conflito: nos momentos difíceis em que não quer trabalhar, pode fazer sentido fazer uma pausa. Se mesmo assim mostrar resistência, mantenha o controlo e relembre-o que terá que se justificar perante o professor. Ofereça sempre a sua ajuda.

Claudia Pedro ( Psicóloga )