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sábado, 29 de novembro de 2014

A Internet e as crianças

Veja como é tão fácil chegar às crianças, aos seus filhos, aos seus sobrinhos... a quem mais ama
Lembre-se das regras mínimas de segurança. Esteja sempre alerta..
A Internet e as crianças:

                                      
Para as crianças, a Internet é um local para interagir com os amigos, se divertir (com jogos, por exemplo) e aprender; mas que oferece perigos, assim como o mundo real. Entretanto, as crianças são incapazes de distinguir o que é perigoso e o que não é. Os pais, sabendo disso, preocupam-se com a atitudes das crianças frente o computador e a Internet:
1- Excesso de uso – os pais se preocupam por não entender e não saber o que os filhos fazem durante todo tempo que passam no PC.
2- Amigos virtuais – os pais estranham o fato de seus filhos conversarem com pessoas que não conhecem pessoal via Internet.
3- Não saber como proteger os filhos – a maior preocupação dos pais é não saber como proteger as crianças das ameaças que a Internet representa.
As crianças, quando começam a se interessar pelas redes, tendem a passar a maior parte de seu tempo online nesses tipos de site:
- Jogos online
- Pesquisas para o colégio
- Redes sociais
- Chat online
- Sites em geral (vídeos, como Youtube; fotos; etc)
                                                
Diversos pais, ao se depararem com os filhos usando ativamente a Internet, ficam em dúvida de como agir e não sabem como abordar o assunto com os filhos. Por causa disso, preparamos uma lista de dicas para os pais:
- Proibir não funciona e não educa
A primeira reacção de muitos pais é bloquear sites e programas ou proibir a utilização do computador. Essa atitude, não funciona pois apenas induz a criança a buscar alternativas para acessar a Internet: a casa dos amigos, o computador da escola, uma lanhouse. Além disso, esse método não faz o mais importante: educar os filhos em relação aos perigos que a Internet pode representar – como criminosos e pessoas mal intencionadas.
- Começar com uma conversa aberta
Seguindo a premissa do item anterior, recomendamos que, ao invez de bloquear o acesso ao computador, os pais tenham uma boa conversa aberta com os filhos. O objectivo dessas conversas é explicar para as crianças o que é a Internet, como funcionam os sites, quem são as pessoas que publicam conteúdo, o que são as redes sociais, etc. Depois de explicar o que compõem a Internet, é importante deixar claro para as crianças quais são os riscos que existem em cada parte da mesma. Por exemplo, contar sobre os riscos de conversar com pessoas desconhecidas em redes sociais. Também é importante, claro, mostrar que a Internet tem diversos pontos positivos: é fonte de informação e pode ensinar muito para as crianças.
- Use a Internet junto com ele
Assim que seu filho começar a demonstrar interesse por computadores e a Internet, recomendamos que você comece a utilizar o computador junto com ele. Um dos objectivos é que você compartilhe seu conhecimento sobre a rede com o filho, guiando a utilização dele pela Internet. E essa atitude ajuda os pais a se aproximarem dos filhos e demonstrando que a Internet é uma experiência positiva que pode ser compartilhada com os pais. Navegar com seu filho continua válido depois de ele ter crescido um pouco, pois a relação muda: agora, é ele quem vai compartilhar conhecimento com você e te ensinar sobre as novidades da Internet.
                                            
- Dê dicas para aumentar a segurança das crianças na Internet
Seu filho provavelmente não consegue distinguir com precisão o que é perigoso do que não é, principalmente quando a fonte do perigo são outras pessoas. A ingenuidade natural de uma criança a impede de perceber quando alguém mal intencionado o aborda nas redes sociais. Por isso, é importante que os pais dêem dicas para as crianças visando mostrar para elas os problemas que a Internet potencialmente oferece. Recomendamos que os pais não sentem com os filhos para listar todas as dicas, mas sim façam referências aos problemas de forma espontânea. As dicas que separamos são:
- Não adicionar pessoas desconhecidas no Facebook e outras redes sociais
- Activar as configurações de privacidade do Facebook (para que apenas os amigos adicionados tenham acesso às informações)
- Evitar passar informações pessoais pela Internet (como endereço, telefone, nome completo)
- Utilizar nomes (e apelidos) fictícios em jogos e chats online
- Não conversar com estranhos pela Internet (a mesma regra que é válida para o mundo físico)
- Explicar o risco de encontrar um amigo virtual pessoalmente
É comum crianças e pré-adolescentes fazerem amigos virtuais quando estão jogando ou frequentando salas de bate papo online. E metade das crianças já marcaram encontros com seus amigos virtuais. Sabendo dessa vontade das crianças de conhecerem seus amigos virtuais e partindo da premissa é que difícil impedir que os filhos os encontrem, recomenda-se que os pais instruam as crianças de como realizar esse encontro. A recomendação é que as crianças não encontrem o amigo virtual sozinhos, mas sempre levem um outro amigo junto. Se possível, um amigo mais velho. Além disso, é fundamental que as crianças entendam a importância de encontrar os amigos em um local público e movimentado
- Manter o computador em áreas comuns
Para desincentivar actividades estranhas e inseguras na Internet, o ideal é que as famílias deixem o computador da casa (ou da criança) em um ambiente aberto (a sala de estar, por exemplo), onde haverá outras pessoas e adultos presentes. O objectivo é sinalizar para a criança que ela não deve esconder o que faz na Internet e, ao mesmo tempo, inibir que ela faça coisas erradas. Alguns pais, que não possuem espaço para deixar o PC em áreas comuns, preferem utilizar programas para monitorizar o que os filhos fazem na Internet.
                                        
- Aproxime-se dele nas redes sociais
Adicione seu filho no Facebook e comece a acompanhar as postagens dele, converse com ele pela rede social… O objectivo é demonstrar interesse pelos assuntos do seu filho e, também, poder visualizar o que ele está fazendo na Internet. Caso essa não seja uma opção viável, os pais podem utilizar softwares de monitoramento para Facebook e outras redes sociais, bem como sites acessados e conversas com os colegas.
- Estabelecer horários de uso para o PC
Apesar do computador ser muito benéfico em diversos aspectos, pois é fonte de conhecimento, informações e diversão, é fundamental que os pais limitem a utilização do PC durante algumas horas do dia. Para as crianças, utilizar o computador é muito instigante, o que pode fazer com que a mesma para de realizar outras actividades e foque apenas em usar o PC. Por causa disso, os pais devem estar atentos e estabelecer, em conjunto com as crianças, regras de controle de horários para o PC. Assim, as crianças passarão mais tempo do dia em actividades ao ar livre (como brincar os amigos e colegas, jogar futebol, etc) e se dedicarão mais aos estudos. Para pais que passam o dia inteiro fora de casa e não conseguem verificar se os filhos estão cumprindo o combinado, é possível utilizar programas que:
1) gravam histórico de acessos;
2) bloqueiam o computador nos horários em que o uso foi bloqueado.
- Ensine-o a respeito do perigo tecnológico
Além do perigo que se origina nas pessoas mal intencionadas, há também o perigo tecnológico na rede e as crianças precisam entende-lo. Por exemplo, as crianças podem clicar num link que viram no Facebook e contaminar o computador. Ou realizar um download de um “anexo” que receberam via email e infectar, novamente, o PC. Por isso, deve-se orientar os filhos à não clicar em qualquer link que vêem na Internet ou nas redes sociais. Também é importante esclarecer que os arquivos baixados na Internet podem conter programas maliciosos e roubar as informações do computador. Esse risco também se estende aos pais: o filho pode infectar o computador; quando o pai for utilizar para acessar o internet banking ou realizar uma compra online, seus dados estarão vulneráveis para invasores. Para prevenir-se, muitos pais vão além da orientação e bloqueiam todos os downloads de programas no computador.
- Softwares para protecção das crianças na Internet
Além do diálogo e acordos com os filhos, muitos pais optam por opções mais seguras: os programas de monitoramento. Esses programas costumam oferecer dois tipos de funcionalidades básicas:
 1) monitoramento de conversas, programas e sites;
2) bloqueio de contactos, programas e sites.

Quando se ama

Quando se ama, naquele exacto segundo em que se ama, tem de se acreditar que é para sempre. Mais: tem de se ter a certeza de que é para sempre. Amar, mesmo que por segundos, mesmo que por instantes, é para sempre. E é isso, essa sensação de segundos ou de minutos ou de dias ou de horas ou de anos ou meses, que é para sempre. Ama. Ama por inteiro. Ama sem nada pelo meio. Ama, ama, ama, ama. Ama. Porque é só por aquilo que te faz perder a respiração que vale a pena respirar.
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in "Eu Sou Deus", de Pedro Chagas Freitas.

                                                     

Beija alguém de quem gostas quando leres este texto, mesmo que seja em pensamento.

                                                   


Quando encontrares alguém e esse alguém fizer o teu coração parar de funcionar por alguns segundos, presta atenção: - Pode ser a pessoa mais importante da tua vida!
Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fica alerta: - Pode ser a pessoa que tu estás à espera desde o dia em que nasceste!
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem de água nesse momento, percebe: - Existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do teu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradece: - Algo do céu te mandou um presente divino: O AMOR!
Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e, em troca, receberes um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entrega-te: - Vocês foram feitos um para o outro!
Se por algum motivo estiveres triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o teu sofrimento, chorar as tuas lágrimas e enxugá-las com
ternura: - Poderás contar com ela em qualquer momento da tua vida!
Se conseguires, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do teu lado...Se achares a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijama velho, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...Se não conseguires trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...Se não conseguires imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao teu lado...Se tiveres a certeza que irás ver a outra envelhecendo...e, mesmo assim, tiveres a convicção que vais continuar sendo louco por ela...Se preferires fechar os olhos, antes de a ver partindo: - é o Amor que chegou na tua vida!
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. Às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente. É o livre-arbítrio. Por isso, presta atenção aos sinais. Não deixes que as loucuras do dia-a-dia te deixem cego para a melhor coisa da vida: - O AMOR!!
Ama muito...muitíssimo...Beija alguém de quem gostas quando leres este texto, mesmo que seja em pensamento.

Autor: Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

O SEU FILHO TEM MEDO DE DORMIR SOZINHO? 8 DICAS PARA O AJUDAR

              O SEU FILHO TEM MEDO DE DORMIR SOZINHO? 8 DICAS PARA O AJUDAR
                                     
O medo é um sentimento intrínseco ao ser humano, tal como a alegria ou a desilusão, por isso é normal todas as pessoas terem medo. Nas crianças o medo faz parte da aprendizagem, e constitui uma parte importante do seu desenvolvimento.
O medo do escuro desenvolve-se normalmente a partir dos 2 ou 3 anos, mas antes dessa fase a criança já começou a construir o seu mundo através da exploração do imaginário, experienciando diversos sentimentos, incluindo o medo.
Durante a noite, na hora de ir para a cama, o medo apodera-se do seu filho: primeiro porque se sente desprotegido por ter de ficar separado dos pais; 2º porque assim que as luzes se apagam tudo o que é palpável e que ele conhece desaparece, dando lugar a que criaturas estranhas saiam debaixo da cama alegremente, só para o assustar.
Ensinar o seu filho a lidar com o medo durante a infância é fundamental para prepara-lo para o futuro.
Estas são 8 dicas simples:
                               Converse com o seu filho. Ouça-o e tranquilize-o.
Compreender a origem dos medos das crianças é essencial para os podermos ajudar. Desmistifique os medos reais: se o seu filho tem medo de cães, mostre-lhe na internet vídeos de cães a brincar com os seus donos. Por vezes esse medo é fruto do desconhecido e, quanto mais familiarizados com o objecto do medo, mais seguros ficam em relação ao mesmo. Tranquilize-o sempre que esteja com medo. Reforce a ideia do sentido de segurança sempre que ele precisar.Converse com o seu filho sobre os seus medos durante o dia. Ajudá-lo a construir a sua autoconfiança à luz do dia, é meio caminho andado para fazê-lo sentir mais seguro à noite. E uma criança segura, irá tornar-se por certo mais autónoma.
                                Seja criativo, use técnicas adaptadas à idade do seu filho.
Para combater medos imaginários, como monstros, extraterrestres e outros seres que, inexplicavelmente, teimam em habitar os quartos dos nossos filhos, seja criativo. Muitos Pais já aderiram ao “pulverizador antimonstro” por ser um sucesso para acalmar os mais pequeninos na hora de ir dormir.
Os animais de estimação também são óptimos guardiões do sono e sonhos infantis. Até mesmo um aquário com peixes colocado no quarto, pode ajudar as crianças a controlar e dominar o seu espaço contra os seres imaginários.
                                    Nunca desvalorize os medos do seu filho.
Os medos de uma criança são reais, ainda que os monstros não sejam. Desacreditá-los e desvalorizá-los só implicará que os deixe de partilhar consigo, mas o mal-estar interior e a ansiedade vai reflectir-se fisicamente através de falta de atenção, tiques, mãos transpiradas, dores de cabeça ou de estômago, entre outras. As crianças precisam da protecção dos pais, para se sentirem seguras e perderem os medos. Não os deixe perder esse direito.
                                Ajude a criar mecanismos de defesa e técnicas de relaxamento.
A coragem não é a ausência de medo: é sim saber enfrentá-lo. Partilhe episódios seus de medos que tinha quando era mais novo e como os conseguiu ultrapassar. O seu filho vai entender que, se os pais enfrentaram os seus medos e estão bem, também a eles nada lhes irá acontecer. As técnicas de relaxamento farão com que o medo não se apodere dos seus pensamentos na hora de ir dormir: por exemplo, treine-o a visualizar uma cena relaxante, como estar na praia, assistir a um pôr-do-sol ou a observar as estrelas. Isso vai ajudá-lo a ter a mente ocupada afastando os pensamentos que o inquietem. Além disso é fisicamente impossível estar relaxado e assustado ao mesmo tempo.cama-contar-histórias
                                                     Estabeleça limites, regras e rotinas
A coisa mais importante que podemos dar aos nossos filhos, além do amor incondicional, é a disciplina. De modo não fundamentalista, criar regras, estabelecer limites e seguir rotinas pode fomentar a criação dessa disciplina.A rotina é essencial para que tudo aconteça de acordo com as expectativas geradas na cabeça da criança, criando a desejável habituação. Este ciclo fará com que a criança se sinta protegida, reduzindo-lhe a ansiedade e proporcionado uma hora de ir para a cama mais tranquila.criança-dormir
                   Evite televisão em excesso durante o dia e mantenha-a desligada depois de jantar.
Hoje em dia, os miúdos adoram passar horas em frente à televisão e a oferta de programas infantis é permanente. A todas as horas do dia há canais dirigidos ao público mais novo, fazendo com que desde muito cedo as crianças dominem os comandos dos gadgets da casa. A televisão estimula a criatividade e a imaginação das crianças, fazendo com que isso se possa reflectir na ansiedade gerada na hora de dormir. Aproveite os momentos antes de ir para a cama para passar tempo útil com os seus filhos: leia uma história, façam jogos de palavras ou de tabuleiros, cantem em conjunto, ou simplesmente aproveitem para conversar.
                                           Peluches e ó-ós (bonecos de segurança)
Ajude o seu filho a ficar ligado a um boneco que lhe transmita a segurança que precisa. Normalmente as fraldas, óós e afins, aparecem e fazem parte da vida da criança desde que nasce. Se esse não é o caso do seu filho, ofereça-lhe um boneco macio de alguma personagem de que gosta muito e todas as noites fomente a relação entre os dois, colocando esse boneco na cama do seu filho. Ele vai sentir-se mais acompanhado e relaxado e estará a pensar no boneco, desviando o pensamento dos assuntos que lhe criam ansiedade.
                                                                       Luz de presença
Chega uma altura em que o seu filho lhe pede uma luz acesa. A luz é uma óptima companhia e solução para acabar com alguns dos seus medos. O facto de conseguir ver o quarto todo faz com que os monstros não consigam sair debaixo da cama, e que os extra-terrestres não entrem no seu território, dando-lhe um sentimento de controlo e poder sobre o espaço que o rodeia. Isso deixa-o mais tranquilo e seguro. Deve também deixar as portas e gavetas dos armários fechadas, para não dar azo à imaginação.As luzes de presença, podem dar origem ao aparecimento de sombras que são tão assustadoras como a escuridão, por isso pode optar por deixar uma luz difusa, que vai tranquilizá-lo sem o prejudicar, até que seja mais velho. Um dia, há-de esquecer-se de pedir que deixe a luz, ou até dizer que já não precisa dela.

domingo, 23 de novembro de 2014

Dicas para lidares com o 'Tu não mandas em mim!'

                                        Dicas para lidares com o 'Tu não mandas em mim!
E um belo dia, ao pedires ao teu filho para ajudar a pôr a mesa ele sai-se com um 'Tu não mandas em mim!' e tu pensas 'Ui, o que é isto? Como é que isto aconteceu?'.
E, de repente pode acontecer muita coisa: podem argumentar, podes dizer-lhe 'tu não me falas assim' ao que ele pode muito bem responder 'e tu também não' e, sem darmos por ela entrámos num diálogo de surdos impossível!
Como tu és o adulto e como provavelmente és tu que estás a ler este post, convido-te a experimentares o seguinte [experimenta! Não acredites nas minhas palavras - vai lá e faz acontecer isto e depois diz-me como foi].
1. Lembra-te que quando este tipo de 'respostas' acontecem, o vosso vínculo está fragilizado. Pode não ser muito ou até pode ser - tu saberás.
2. Procura escutar para além das palavras: o que é que ele está mesmo a dizer-te? Que não gosta de pôr a mesa, que gostava que a mesa estivesse pronta todos os dias ou que não gosta que lhe estejam sempre a mandar fazer coisas?
3. Procura também lembrar-te se tens criado oportunidades para fazerem coisas que lhe dão prazer ou se fazem sempre e apenas as obrigações.
4.Mas ele não me pode responder assim, dizes tu... mas a verdade é que responde... e eu gostava que te lembrasses que não é possível lidares com este tipo de 'provocações' através de medidas autoritárias e sim através da criação de um vínculo importante.
Questão que naturalmente te vais colocar agora:
-E castigar ou ralhar não posso, esta agora!?
Claro que podes! Ninguém te impede disso. O que é que vai acontecer quando ralhas e castigas?
Pois, isso tudo: na altura até pode resultar mas muito em breve terás uma situação muito semelhante e, aos poucos, os castigos e os ralhetes deixam de funcionar. E, aos pouquinhos, e quase sem te dares por isso, o vosso vínculo foi ficando cada vez mais pequeno, mais pequeno...e este tipo de respostas mais e mais frequentes... e aposto que não é isso que queres, pois não?
Pára lá um minuto e coloca-te do lado do teu filho. Muito possivelmente, para estar a dizer-te uma coisa destas é porque está desconectado de ti, sente-se pouco compreendido e não sabe lidar com os seus sentimentos. É possível que sinta que ninguém o escuta mesmo quando tu achas que sim... O que é que ele precisa? Que páres e o escutes, de facto! E não precisará sempre de lições.
Há pais que me dizem algumas vezes que se sentam com os filhos com calma e falam com eles com calma e lhes dizem as coisas.. com calma. Asseguram-me que os filhos prometem que vão fazer diferente da próxima vez mas a verdade é que a próxima vez é logo ali, ao virar da esquina e é o 'vira o disco e toca o mesmo'. Porquê?
Porque aquilo que fizeram foi falarem com muita paciência e com calma MAS falharam no mais importante: não escutaram! É escutar, não é opinar! É fazer perguntas, ser curioso, sem adicionar.
Queres experimentar? Não é simples, garanto que não é MAS vale todo o teu tempo e toda a pena!!
Não acredites no que te digo - experimenta!!! Posso estar apenas a querer passar-te uma rasteira e só saberás se experimentares. Depois vem cá contar como foi!
Eu sei que estás sempre a ler isto e é porque é apenas a mais pura das verdades.
As crianças soletram AMOR = TEMPO
Vem aí o Natal e só nesta altura do ano tens tantas formas de te conectares com eles sem ser com prendas. Usa-as em teu proveito e lembra-te que o processo é que tem de ser divertido - não é o produto final!
O importante é que possas fazer coisas COM os teus filhos e não para eles! O divertido está em fazerem juntos.

                              

CARTA AOS PAIS SOBRE A RAIVA DOS FILHOS

CARTA AOS PAIS SOBRE A RAIVA DOS FILHOS

«Às vezes não sabemos como havemos de lidar com a nossa filha… basta dizermos um “não” e começa a insultar-nos, aos berros! No outro dia ficámos preocupados porque quando lhe dissemos que não podia ver a telenovela e tinha que ir dormir desatou aos pontapés e murros nos móveis… ela é muito agressiva…»
Pai e Mãe, três coisas que eu vos quero dizer sobre os meus acessos de raiva:
Ao contrário do que vocês possam pensar, aqueles momentos em que eu me enervo e grito convosco, em que eu me passo e vos chamo nomes, ou em que eu começo aos murros e pontapés quando vocês não me dão qualquer coisa que eu queria muito naquele momento, não são culpa vossa.
Também não são culpa minha.
Na realidade não são culpa de ninguém até porque a culpa é um nome que só traz infelicidade porque serve para castigar ou para poder explicar qualquer coisa que não controlamos. Quando nós não controlamos qualquer coisa sentimos que estamos a falhar.
Pelo menos é isto que eu sinto. Vocês sentiram isso quando tinham a minha idade?
A primeira coisa que vos queria dizer é que quando isso acontece não tem a ver com qualquer coisa que eu sou. Eu não sou uma criança má, agressiva ou violenta. Não sou nada disso porque não tem a ver com o “ser” mas com o “estar”. Nesses momentos eu estou aflita, sinto-me perdida e não consigo controlar a minha energia. É quase como se o meu corpo me sugerisse que a frustração é um lugar muito perigoso, uma espécie de poço sem fundo porque não sei lidar com as emoções negativas. Não tenho de mim uma ideia segura.
O problema não é vocês não me darem o que eu quero. O problema é que a frustração que eu sinto nessas alturas é um poço sem fundo, uma espécie de uma picada forte num músculo que não sabe suportar, só sabe reagir.
A segunda coisa que eu vos queria dizer é que, a primeira coisa a fazer nesses momentos é ajudar-me a lidar com essa energia.
Há várias coisas que vocês podem fazer comigo que me ajudam a ter a sensação que não vou cair num poço sem fundo.
Podem, por exemplo abraçar-me com força enquanto me dizem, com voz calma e decidida que é temporário, já vai passar. Quando eu sei que vai passar, passa mais rápido. Se por acaso não vos apetecer abraçar-me, porque também estão zangados ou frustrados com qualquer coisa, ajudem-me a soltar a energia cá para fora, sem que isso me faça mal.
Podem fazer uma corrida comigo, fazer um concurso de saltos no mesmo lugar para ver quem dá mais em menos tempo, ou até mesmo fazer o braço de ferro comigo para ver quem ganha.
Garanto-vos que, mais tarde ou mais cedo vamos estar a olhar uns para os outros a sorrir de alívio, por termos sabido “não entrar no poço”!
A terceira coisa, talvez aquela que é mais importante para o meu futuro, é que vocês me ensinem qualquer coisa acerca da raiva ou da frustração.
Ensinem-me a identificá-las, saber quando vêm e de que forma. Podemos arranjar uma palavra ou um código que vocês me dizem quando sentem que eu estou a ter aquela energia e colocamos em prática os exercícios que já vos expliquei. Assim eu depois também posso dizer-vos a palavra quando precisar de ajuda para lidar com a raiva ou com a frustração. Para isso talvez seja melhor vocês lembrarem-se dos momentos em que se sentiram zangados ou frustrados e pensarem como reagiram. Se calhar sentiram, como eu, que ficaram mais frustrados quando não vos compreendiam nem faziam um esforço para vos compreender, ou quando vos diziam que não simplesmente “porque não!”.
Pois deixem-me que vos explique uma coisa muito importante: para que uma criança fique descansada com um simples “porque não!” é necessário existirem três aspetos fundamentais na relação com os pais, que eu chamo os 3 “Cês”: confiança, coerência e a clareza. Passo a explicar:
Confiança – Para poder aceitar uma regra eu preciso de confiar em vocês, que vocês não me vão abandonar se eu desrespeitar a regra, porque ainda estou a aprender e esta coisa da aprendizagem ainda demora uns aninhos. Para isso eu preciso que vocês me apoiem e incentivem, que me digam “tu vais conseguir suportar essa dor porque és um herói e nós estamos cá contigo, mesmo se falhares”.
Coerência – Para poder respeitar uma regra eu preciso de sentir que vocês a aplicam sempre da mesma forma. Por exemplo, não me podem dizer que “eu não posso jogar computador” e depois eu reparo que a regra existe quando vocês estão zangados e deixa de existir quando vocês estão contentes. Prefiro que me digam uma hora para jogar computador e que sejam fortes a cumpri-la, independentemente do vosso estado de humor. É que senão, ninguém acredita em vocês!…
Clareza – Para poder perceber uma regra eu preciso de saber as razões da aplicação da mesma e isso acontece se eu perceber que a regra me vai ajudar a satisfazer, mais tarde ou mais cedo, uma necessidade minha. Não me digam que o facto de eu cumprir a regra serve para vos deixar feliz, porque aí eu vou pensar que a regra contribui mais do que eu próprio para a vossa felicidade, e isso pode doer.
Espero, por fim, que não se zanguem por vos dizer estas coisas, mas há momentos em que os filhos também podem explicar algumas coisas aos pais. Para que os pais os entendam e possam desempenhar melhor o seu papel. A ideia não é eliminar as zangas das nossas vidas, até porque é muitas vezes zangados que conseguimos mostrar mais claramente as nossas necessidades.
A ideia é que a zanga deixe de ser um problema e passe a ser uma solução. Para sermos uma família brutal, claro!
Amo-vos muito
Filh@


                                                 

Por Francisco Gonçalves Ferreira, presidente da Casa Estrela do Mar
para Up To Lisbon Kids®