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sábado, 20 de setembro de 2014

e porque hoje o meu irmão faz anos,lembrei me deste tema : IRMÃOS

                 IRMÃOS
Para que servem os irmãos?                    
Ao contrário dos amigos, os irmãos não se escolhem. Apenas existem para nós desde que nascem.Na grande maioria dos casos, este será o maior vínculo a que ficamos presos toda a vida.À partida, um irmão é o nosso melhor amigo, pelo menos na infância. É com ele que atingimos a maior das cumplicidades e através de quem fazemos novas amizades. Muitas vezes ajudam a desbloquear conversas/brincadeiras com outras crianças no jardim, na praia e até na escola. Uma boa relação de irmãos na infância traduz-se numa amizade profunda na idade adulta.

Partilha
 Com um ou mais irmãos trabalha-se um dos valores fundamentais da humanidade, a partilha. Não falamos apenas de comida, de brinquedos ou material didático. Falamos de espaço físico e também de afetos. Beijos, abraços ou cócegas passam a ser a dobrar ou a triplicar… Mas há que saber esperar pela sua vez!

Conforto
 Todos já ouvimos falar de medos na infância como o medo do escuro. Ter um irmão que dorme no mesmo quarto é uma forma de segurança e conforto para os pequenos/grandes medos que a noite traz.

Negociar
 Se quer muito brincar com um jogo tem de negociar com o irmão a fim de conseguir o que quer. E, atenção, que até na mais tenra idade podem surgir argumentos infalíveis. O ideal é usar as palavras certas, nomeadamente frases como «Eu empresto-te o meu boneco e tu dás-me esse autocolante».

Lutar
 Sentirem-se frustrados e lidarem com essa frustração pode ser enriquecedor porque ganham a oportunidade de controlarem as emoções. Pode demorar mais ou menos tempo, mas uma zanga entre irmãos, acaba quase sempre por se revelar mais positiva que negativa.

Os irmãos são fundamentais para a diminuição de comportamentos de risco

Um cada vez maior número de investigações documenta o significado do que é ser irmão e os relacionamentos entre irmãos para o desenvolvimento, a saúde mental e os riscos comportamentais ao longo da infância e adolescência. No entanto, têm sido envidados esforços para promover os aspetos positivos e reduzir os aspetos negativos do relacionamento entre irmãos.
 Com base num modelo teórico de influências entre irmãos, investigadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos da América realizaram um estudo aleatório com 174 famílias com dois filhos (relações: irmã–irmã; irmã mais velha–irmão; irmão mais velho–irmã; irmã –irmão).
 As crianças estavam integradas num programa pós-escolar para alunos do 5º ano que tivessem um irmão mais novo no 2º, no 3º ou no 4º ano que implicou 12 sessões semanais depois do horário escolar e três noites em casa das famílias.
 Os autores do estudo testaram a eficácia do programa com um conjunto de duas visitas domiciliares a cada uma das famílias. Foram recolhidos dados por meio de questionários aos pais, entrevistas com as crianças e observação de filmagens de interações; na escola, foi recolhida informação elaborada pelos professores sobre o comportamento escolar das crianças inseridas no estudo.
 O programa reforçou as relações positivas entre irmãos, estratégias apropriadas para a parentalidade de irmãos e autocontrolo dos filhos, competência social e desempenho académico.
 A exposição ao programa também foi associada a uma redução da depressão materna e problemas de interiorização de problemas da criança. Também foi encontrado um ligeiro efeito positivo nos conflitos entre irmãos, no conluio ou na externalização dos problemas da criança.
 Os resultados foram consistentes em toda a amostra, não havendo distinção entre o género do irmão, a idade, a demografia familiar ou situações de risco de base.
 A amplitude do impacto do programa pós-escolar é consistente com a investigação previamente existente que sugere que os irmãos são uma influência importante no desenvolvimento e no ajustamento escolar e social e apoia o argumento de que um foco no irmão deve ser incorporado nos programas de prevenção de comportamentos de risco orientados para os jovens e famílias.

A chegada do irmão

Saiba quais os sentimentos da criança sobre a chegada de um irmão
«O primeiro filho é, geralmente, esperado como um príncipe». Quem o diz é Otília Monteiro Fernandes, autora do livro Semelhanças e Diferenças entre Irmãos. Segundo a investigadora da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, quando o primeiro filho nasce  merece dos pais tantos preparativos e expectativas que recebe todo o amor e atenção por um longo período de tempo, exclusividade que termina quando nasce um irmão.
 Uma relação amor-ódio tem sido a definição apontada por diversos autores perante as frequentes zangas, ciúmes e rivalidade entre irmãos. Se o anúncio inesperado de que o pai «planta uma semente» na mãe pode significar uma grande alegria para uma criança, o contrário também pode acontecer, garantem os especialistas.

SENTIMENTOS DO IRMÃO
«O nascimento de um segundo filho pode gerar sentimentos positivos e sentimentos negativos na criança, e estes podem por vezes ser muito impressionantes e crus», aponta o pedopsiquiatra Pedro Caldeira. Perante a possível ameaça de um irmão pequeno que vem destronar o seu lugar, a criança pode dar sinais de que sente a chegada de um bebé como uma verdadeira intrusão na sua vida. Mas o também chefe de equipa da Unidade da Primeira Infância (UPI), do Departamento de Psiquiatria da Infância e Adolescência do Hospital de Dona Estefânia (HDE) assegura ser normal a ocorrência de sentimentos menos positivos nas crianças. «A criança pode não gostar de ser dividida, e os pais devem ter esta perspetiva», refere, por seu turno, Maria João Nascimento, Enfermeira Especialista em Saúde Mental e Psiquiátrica na UPI.
 Se a maioria dos relatos dos pais indica que nem sempre se consegue o equilíbrio perfeito a cada nascimento de um filho, acaba por ser sempre um processo de aprendizagem para o casal. A psicóloga clínica da UPI Leonor Duarte alerta para a importância de os pais deixarem que as crianças expressem livremente os seus sentimentos. Na opinião da especialista, «há pouco espaço para as crianças expandirem a sua agressividade». A chegada de um irmão deve na maioria dos casos ser interpretada como um processo normal que vai provocar desequilíbrios naturais na vida das famílias que as levam a crescer, e não propriamente uma anunciada crise familiar.

Ciúmes entre irmãos (como lidar com a situação) :
A chegada de um novo irmão ao seio da família nem sempre é encarada com a maior das felicidades por parte dos irmãos mais velhos.
Foi o que sucedeu com Marta, filha de Teresa Pais, empregada de balcão.
«Tenho uma filha com 10 anos e um bebé com 9 meses. A minha filha sempre pediu muito um irmão e, também por nossa vontade, acabámos por ter mais um filho», admite.
«O problema é que, apesar de adorar o irmão, tem muitos ciúmes. Já conversámos várias vezes com ela, mas a situação não está fácil. Como devo agir?», questiona-se muitas vezes.
Alexandre Nunes de Albuquerque, psicoterapeuta pisicanalítico, sugere o diálogo como a primeira via de intervenção. «Sem dúvida que conversar com a sua filha sobre o que ela sente em relação ao irmão é muito importante. Fazê-la verbalizar os sentimentos mais e menos positivos que tenha pelo irmão e dizer-lhe que é natural que os tenha pois passou 10 anos a ser o centro das atenções sem ter de dividir o amor dos pais com mais ninguém», recomenda.
«Mas, para além disso, pode-lhe fazer questões sobre o futuro dela e do irmão. o que quer fazer, um dia mais tarde, a nível profissional? E o irmão, o que virá a fazer? Como é que ela acha que vai ser um dia a relação entre os dois quando já forem adultos e grandes?», refere ainda o especialista.
«Pergunte-lhe se ela não quer ajudar em certas atividades como ajudar a cuidar do irmão. Basicamente, não queremos que ela reprima os sentimentos negativos que tem pelo irmão, queremos que ela os verbalize e que, a seguir, consiga construir junto de vós um aparelho para pensar nesses sentimentos sem os reprimir nem transformá-los em sintoma. Deste modo, ela mesma vai poder recontar e reconstruir o conceito que tem da relação com aquele irmão mais novo e com os pais de ambos», conclui.A chegada de um novo irmão ao seio da família nem sempre é encarada com a maior das felicidades por parte dos irmãos mais velhos.

Cumplicidade (dos irmãos)
Não se ensina, não se aprende, não se sabe explicar nem traduzir, esta cumplicidade inata, consanguínea e imaterial, (só) sentida pelos irmãos e irmãs
"Cada vez mais dou por mim a observar os dois. Fico  observá-los enquanto andam de um lado para o outro, um atrás do outro, um a explorar e o outro a tentar brincar. Começam com uma troca de pequenos gestos, algumas festinhas, alguns puxões,  que  mais tarde deram origem a pequenas interações em conjunto, pequenas chamadas de atenção, pequenas tentativas de comunicação, e depois evoluíram para algumas brincadeiras, só esporadicamente, só quando o mais velho lhe apetecia.A diferencia de idade ainda é de 3 anos, pelo que tinha receio que não brincassem muito. Quando o mais pequenino nasceu, suspeito que o mais velho não lhe achava muita piada. Era um bebé, que (só) chorava, (só) comia, e (muito) dormia. Não fazia mais nada, e ficava quieto, calado, durante muito tempo, e ainda por mais roubava-lhe as (suas) atenções todas.Suspeito que ficou desiludido com o "presente" que teve, e que durante tanto tempo tinha ouvido falar  com tanta excitação, "que sorte, vais ter um mano!", "vai brincar tanto contigo!!!","um irmãozinho? vai ser o teu melhor amigo!!".  E as suas expectativas foram subindo e subindo, e acabaram por serem goradas. Afinal, este "mano" não fazia jus aquilo do que lhe tinham prometido.
 Agora, com o mais novo já com 18 meses, a andar lindamente, e a fazer-se entender já razoavelmente bem (através de muitos gestos, e poucas palavras), os dois já entram num diálogo só deles, com troca de gestos e carinhos, correria e muitas gargalhadas. E eu dou por mim a observá-los. Quando um vai buscar o outro para brincar, quando um puxa o outro e deita-se por cima de si, ou quando olham os dois um para o outro e numa troca de olhares combinam qual a próxima asneira a fazer. São brincadeiras ainda muito infantis, sem nada de complicado, próprias das idades, e que enchem a casa. Um corre, o outro vai atrás, e atiraram-se para o chão a rir. Agora foge e esconde-se, solta um gritinho para chamar o irmão, e fica à espera que o descubram. Apanhados os dois atrás da cortina, ou debaixo da cama, na tentativa de esconderem-se da mãe que os procura para o jantar.
 E tão depressa são inseparáveis como inimigos. Tão depressa estão de mãos dadas a correm-me pela casa fora, como já está um a chorar porque o mais novo destruí-lhe o castelo de legos ou roubou-lhe os carrinhos. Um chora porque acha que tem legítima razão para tal, o outro chora só  porque gosta de imitar o irmão. Zangam-se, chamam pela mãe, fazem as pazes e num abrir e fechar de olhos tornam-se grandes amigos outra vez. Assim, de um momento para o outro passaram de amados para desamados, de heróis para vilões. Irritam-se, zangam-se, atiram com os carrinhos ao chão, batem com os pés, e quando está instalada a trovada, eis que um faz algo que o outro achou piada, e assim, no meio do choro e lágrimas, alguém-se ri, contagia o outro, e volta o sol a brilhar.
 Nunca percebi bem esta dualidade entre irmãos, esta facilidade automática e instantânea em voltar tudo ao normal, que nasce quando nasce o nosso irmão. E multiplica-se quando nascem os outros irmãos. Não se ensina, não se aprende, não se sabe explicar nem traduzir, esta cumplicidade inata, consanguínea e imaterial, (só) sentida pelos irmãos e irmãs.Esta facilidade que temos de rapidamente fazer as pazes, e esquecer tudo. Esta cumplicidade, a troca silenciosa de olhares, o partilhar de memórias e de aventuras, de histórias para mais tarde contar, só a temos com os nossos irmãos. São os nossos melhores amigos, os nossos companheiros, quem melhor nos pode entender, e muito ajudar."  
----Marta Andrade Maia  (My baby blue blog)

Relacionamento entre Irmãos
O primeiro passo para a gestão de vários filhos é o respeito pela diferença
Já muitas vezes ouvimos ou dissemos alguma frase parecida com esta, "…nem parecem irmãos, estão sempre a lutar, não sei o que fazer".Não sendo fácil gerir as relações entre irmãos é sem duvida possível!
O primeiro passo para esta gestão é o respeito pela diferença, ou seja embora sejam irmãos são com certeza muito diferentes e essa diferença deve ser respeitada.
O segundo passo está relacionado com a responsabilidade atribuída ao irmão mais velho, que muitas vezes ainda é um bebé mas que por ser mais velho achamos que deve ter outro nível de responsabilidade. É da nossa responsabilidade como gestores desta equipa transformá-la nisso mesmo, numa equipa. Mas não é fácil porque nesta equipa a principal “cola” de ligação entre os seus elementos, é o afecto e este é também o início de toda a rivalidade.
Os irmãos iniciam a sua rivalidade quando competem pelo amor dos pais e nós não nos podemos esquecer desse facto. Assim é obrigatório não tomar partidos, os nossos filhos são diferentes e é essa diferença que vai permitir encontrar a solução para as suas disputas. As disputas entre irmãos são fundamentais para o seu desenvolvimento, os pais devem supervisionar, mas garantindo a distancia que permite aos seus filhos crescer. Nesta relação é interiorizado o sentimento de partilha, mas surge também a consciência do espaço individual.
Cada um dos filhos necessita de um suporte diferente, mais ou menos efectivo, e nós, gestores de equipas mais experientes, devemos dar o apoio necessário a cada um deles, nem mais nem menos. Vamos desenvolver esta nossa equipa garantindo a autonomia que permite crescer como pessoa e como elemento desta equipa / família, respeitando as regras de convivência e a individualidade de cada um dos seus elementos. Incentive a negociação e o diálogo, porque vai ajudar a reforçar as relações e a confiança desta sua equipa.

A gestão dos conflitos na infância.
Os conflitos têm lugar desde sempre. O homem, enquanto animal social, sempre criou relações e nestas o conflito também é uma forma de relação.
 As crianças também são promotoras de conflitos, sobretudo nas relações entre irmãos, entre primos nos almoços de domingo, na escola durante a semana ou no parque infantil ao sábado.
Para lidar com o conflito entre as crianças é necessário, antes de mais, reconhecer o seu estádio de desenvolvimento emocional:
  - até aos dois anos, brinca sozinha ou em paralelo e procura o outro sempre com algum interesse;
   - dos dois aos quatro anos, já consegue estar em conjunto por algum tempo, gosta de afirmar-se («Eu quero…», «Eu posso…») e a amizade é condicional («Se não me deixas brincar, não sou teu amigo»);
    - entre os quatro e os cinco anos já socializa, é capaz de partilhar mas tem dificuldades em perder;
    - a partir dos seis e até aos dez anos, socializa e, ao surgirem conflitos, já os justifica, tem consciência de justiça e capacidade de se colocar no lugar do outro, e as regras sociais estão interiorizadas e tem consciência de que as quebram.
 Os pais podem controlar e minimizar os conflitos, sobretudo na relação entre irmãos, quando são capazes de manter limites com regras claras de funcionamento e comportamento, de ter expectativas realistas sobre o comportamento das crianças, e sobretudo como modelo na relação com os outros e com as coisas.

 Mas e quando o conflito de instala?
1º Passo: Abordar o conflito com calma e parar qualquer comportamento agressivo
O adulto a quem as crianças recorrem deve observar o que acontece, posicionar-se ao nível das crianças e com voz calma e neutralidade questionar sobre a origem do conflito («Francisco e Maria, vamos conversar um pouco…»)
 2º Passo: Reconhecer os sentimentos das crianças
Os sentimentos das crianças devem ser descritos e de preferência com detalhe, de forma que cada uma se sinta compreendida («Parecem estar zangados um com o outro…» ou «A Maria está zangada e até está vermelha e o Francisco está triste…») e se o conflito tiver como causa um objeto, as crianças devem perceber que é o adulto que o deve segurar.
 3º Passo: Recolher a informação
O adulto coloca perguntas abertas, dirigindo-se primeiro a uma criança e depois a outra, demonstrando estar atento a todos os detalhes e sem dar a sua própria opinião sobre a situação («Podes dizer o que te parece que aconteceu, Francisco? E tu, Maria, o que achas que aconteceu?»)
 4º Passo: Reformular o problema e redefini-lo de acordo com o que as crianças disseram
Com uma linguagem simples, o adulto deve dizer aquilo que ouviu e não o que escutou, sem verbalizar o que pensa sobre a situação («Do que vocês me disseram o Francisco sente que a Maria está a ser má por não lhe emprestar a bola, e a Maria está zangada porque a trouxe apenas para mostrar que a bola é da Barbie. Estou correto?»)
 5º Passo: Pedir ideias e soluções e escolher em conjunto
O adulto deve encorajar as crianças a pensarem numa solução e de que esta seja aceite por todos («O Francisco tem esta solução. O que achas dela, Maria? E tu, Francisco, o que achas da solução da Maria?»)
 6º Passo: Encorajar para que a solução seja posta em prática
Depois de tanto esforço na procura de uma solução para o conflito, o adulto tem de fazer comentários positivos («Os dois conseguiram boas ideias para resolver o problema. Fico contente.»)
 7º Passo: Estar atento e dar apoio à decisão
Enquanto a decisão está em prática, as crianças devem perceber que o adulto está perto emocionalmente, e que se necessário pode clarificar o que ficou combinado, sendo que no fim, deve valorizar o esforço feito («Que bom que tudo correu bem!»)

Os pais como modelo para os filhos
Ser pai ou mãe coloca-nos muitas vezes perante situações de conflito entre crianças, e se por vezes, é aparentemente fácil resolvê-las, como os que surgem entre irmãos, outras são situações complexas, como as que têm lugar na escola ou no parque infantil.Os pais, enquanto adultos de referência para os filhos, devem mostrar-lhes estratégias de resolução, em que a criança desenvolva um pensamento crítico em relação ao seu comportamento e ao dos outros, tornando claro que se aceita o sentimento mas não o comportamento, que gosta-se sempre dela mas que podemos não gostar das suas atitudes, que o pedido de desculpas não é feito de uma forma rotineira mas de uma forma calma e quando se está preparado.Mas, sobretudo, os pais devem perceber que o conflito também é uma aprendizagem para as crianças e que são o modelo para elas.
-------- Rui Brasil   (Psicólogo)

Bullying entre irmãos não deve ser ignorado                          

Estudo norte-americano mostra que as agressões entre irmãos afetam negativamente a saúde mental de crianças e adolescentes.
Ser constantemente importunado por um irmão ou por uma irmã pode ser prejudicial para a saúde mental de uma criança, de acordo com o estudo Associação da agressão entre irmãos com a saúde mental da criança e do adolescente, publicado hoje na versão online da revista Pediatrics, da responsabilidade da Associação Americana de Pediatria (EUA).Enquanto o bullying perpetrado por colegas de escola é um problema reconhecido por todos, a intimidação por parte de irmãos é muitas vezes considerada normal, de acordo com os autores.
 Os investigadores estudaram e entrevistaram mais de 3500 crianças e jovens com idades entre 1 mês e 17 anos, bem como os seus pais, avaliando vários graus e tipos de agressão efetuadas por irmãos e amigos, como parte do Inquérito Nacional Sobre a Exposição de Crianças à Violência (dos EUA).Avaliaram o alcance e a extensão da agressão fraternal vivida pelos entrevistados, olhando para medidas como a agressão física com e sem arma ou lesão; o roubo de algo que pertence à criança vítima, com ou sem o recurso a força; a quebra propositada de objetos dos irmãos; a verbalização de atitudes que façam a criança sentir-se mal ou com medo ou não que não é desejada por perto.

 A saúde mental das crianças também foi avaliada
 Os resultados mostraram que a agressão fraternal está associada a uma saúde mental significativamente pior para crianças e adolescentes. A aflição foi evidente para crianças e adolescentes que experimentaram tanto formas leves como graves de agressão entre irmãos.Os dados também mostraram que, quando se comparam as agressões entre irmãos com as agressão por parte de colegas, as agressões entre irmãos parecem causar um maior sofrimento mental nas crianças e adolescentes.
 Os autores concluíram que os pais, pediatras e a sociedade devem considerar a agressão entre irmãos como potencialmente prejudicial e não aceitá-la como normal, de reduzida importância ou até mesmo benéfica, e esta mensagem deve ser incluída na educação parental.

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